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Nos dias 22 e 23 próximos teremos as primeiras partidas das semi-finais da Champions League, a Copa dos Campeões da Europa. Um confronto é Liverpool x Chelsea, ambos ingleses, o outro é Barcelona x Manchester United, sendo o primeiro espanhol e o segundo inglês. Nos dias 29 e 30 serão os jogos da volta.
O Liverpool foi campeão do torneio em 1976/77, 1977/78, 1980/81, 1983/84 e 2004/05, o Manchester United venceu em 1967/68 e 1998/99, já o Barcelona conquistou os títulos de 1991/92 e 2005/06, o Chelsea nunca venceu essa competição.
O Liverpool tem o espanhol Rafael Benítez (desde 2004) como seu treinador, o Chelsea tem um técnico Israelense no comando, Avram Grant (desde 2007), no Manchester o técnico é sir Alex Ferguson, Escocês (desde 1986, isso mesmo 1986) e no Barcelona é o Holandês Frank Rijkaard (desde 2003) quem dá as cartas.
Dos quatro treinadores apenas o Avram Grant não foi jogador de futebol profissional, enquanto o Alex Ferguson e o Rafael Benítez tiveram carreiras modestas e o Frank Rijkaard foi um excelente jogador.
Rafael Benítez foi Campeão com o Liverpool em 2004/05 em cima do Milan, em 2005/06 foi o Frank Rijkaard que levou o caneco dirigindo o Barcelona contra o Arsenal e em 1998/99 sir Alex Ferguson comemorou o Título à frente do Manchester em duelo com o Bayern de Munique.
No duelo entre os ingleses de um lado tem o Liverpool que se porta bem em jogos eliminatórios e um Chelsea que está se encontrando após a saída do treinador José Mourinho, o Liverpool já disse adeus ao título do Campeonato Inglês e o Chelsea vem na perseguição do líder Manchester United.
No outro confronto vemos um Manchester em excelente fase, líder do Campeonato Inglês com o Cristiano Ronaldo fazendo muitos gols, enquanto o Barcelona praticamente está fora pela briga pelo titulo espanhol e vem de crises de relacionamento com o astro Ronaldinho Gaúcho.
As quatro equipes tem jogadores excelentes que servem várias seleções ao redor do mundo, sendo o Marfinense Didier Drogba o destaque dos Blues, o Português Cristiano Ronaldo brilhando pelos lados de Old Trafford, o Argentino Lionel Messi como esperança na equipe Espanhola e o Inglês Gerrard comandando o meio campo do time da terra dos Beatles, este está lesionado e espera se recuperar a tempo para o jogo.
Sou ruim de palpite, nunca venci na loteria que leva o prêmio quem acertar os resultados dos jogos de futebol do final de semana, mas continuo tentando, chuto uma vitória por 3 a 1 da equipe do Rafa Benítez e um 2 a 0 para o time do Manchester.
por Linneu Netto
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O fator campo é diferencial num jogo? Jogar em casa é sinônimo de vitória? O que diferencia jogar em seu estádio e jogar na casa do adversário? È a torcida? As dimensões do campo? O desgaste da viagem? Tem diferença jogar em casa num campeonato de pontos corridos e num de fases eliminatórias?
Nesse fim de semana pelas semi-finais do Campeonato Paulista os mandantes venceram seus jogos, Ponte Preta 1 x 0 Guaratinguetá e São Paulo 2 x 1 Palmeiras. No próximo fim de semana os jogos ocorrerão em Guaratinguetá e no Palestra Itália e basta uma vitória simples dos mandantes para passarem à próxima fase da competição.
Nos Campeonatos Goiano e Paranaense os mandantes também venceram seus jogos, Anápolis 3 x 1 Goiás e Itumbiara 1 x 0 Atlético e no Paraná Atlético 1 x 0 Toledo e Coritiba 1 x 0 Paraná.
Se o que influência nos jogos fora for o fator torcida a questão é emocional, deve-se trabalhar a estima e a postura dos jogadores diante atos hostis da torcida mandante, jogar sob a pressão exercida pelos cânticos da galera.
Já se a questão for às dimensões do campo podem ser duas coisas, 1º a infra-estrutura do clube, por exemplo, no CT deste tem um campo com dimensões inferiores ao do adversário, assim ele pode justificar que treinou num espaço menor e, portanto está apto aquelas dimensões e vê dificuldades para se adaptar num espaço maior, acha que a defesa fica longe, o meio distante ai corre mais e cansa muito e a 2º é o clube possuir um campo nas dimensões máximas e ter dificuldade em jogar num campo menor, porém ai a questão é o treinamento, pois com o campo maior é possível você diminuí-lo, basta fazer marcação com cal, fitas, ou cones, sendo assim responsabilidade do treinador.
Por outro lado se jogar fora é ruim pelo desgaste da viagem a questão a ser trabalhada é o um misto de físico e psicológico, pois se a viagem for planejada direito é possível o atleta descansar o suficiente para a partida e se o mesmo se desgasta por ficar longe da família e de casa é só trabalhar sua carência emocional.
É comum vermos equipes que vencem seus jogos em casa, mas perdem ou empatam fora. E outras que vencem fora e perdem nos seus domínios.
Uma equipe que busca ser campeã tem que estar preparada para jogar em qualquer estádio, em qualquer tipo de grama e com qualquer pressão que venha a sofrer.
Vencer em casa é fundamental para o torcedor que vai lá e acompanha o time e será assim que este continuará apoiando. O fator casa será diferencial, porém se o time perde, tem apresentações ruins, a torcida se volta contra a equipe e jogar em casa já não será tão vantajoso.
No próximo final de semana veremos se o fator casa será vantagem ou não para as equipes paulistas e se forem, tomara que a Federação mande os jogos das finais nos estádios dos clubes envolvidos, assim ela respeita os torcedores que foram o Campeonato inteiro nos jogos e não desrespeita a equipe de menor expressão deixando os dois jogos na casa da equipe de maior expressão.
Por Linneu Netto.
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Passadas 19 rodadas do Campeonato Paulista de 2008, temos o Guaratinguetá, Palmeiras, São Paulo e Ponte Preta classificados para as semi-finais. Os confrontos serão Guaratinguetá X Ponte Preta e Palmeiras X São Paulo.
Nesses confrontos durante o campeonato o Guaratinguetá perdeu em casa para a Ponte preta por 3 a 0, já o Palmeiras venceu o São Paulo em campo neutro por 4 a 1.
O mando das finais é da Federação Paulista de Futebol, no ano passado ela mandou os jogos no Morumbi, tirando todo o mérito do interior e das equipes que o representam, por bom senso, as partidas do Guará serão em Campinas e em Guaratinguetá.
Enquanto Palmeiras e São Paulo jogarão a 1ª partida no Morumbi e a 2ª em local ainda indefinido. A mesma entidade determinou o preço dos ingressos, R$ 40,00 arquibancada.
Veremos o confronto entre dois jovens técnicos e do outro lado dois experientes. Guilherme Macuglia X Sérgio Guedes e Vanderlei X Muricy. Os elencos também serão bem distintos. No 1º um plantel sem famosos e com folha salarial média, no 2º grandes estrelas e salários altíssimos.
O que é certo é que teremos um time do interior na final, porém o jogo já não é certeza, provavelmente as duas partidas da final serão no Morumbi.
Nas partidas decisivas a pressão é muito forte, cabe ao treinador passar tranqüilidade e motivação para o time, nesse ponto o Vanderlei é mais experiente, está a mais tempo na estrada e tem no currículo vários títulos e vem de duas conquistas no Paulista, 2006 e 2007 pelo Santos.
O São Paulo vive pequenas turbulências, porém o Muricy sempre as contornou e apesar de não ser uma excelente equipe se classificou com méritos próprios.
O Guaratinguetá tem um técnico que iniciou sua carreira em 1994 no Rio Grande do Sul e pela 1ª vez dirige um time no Estado de São Paulo em sua trajetória não teve nenhum título relevante, porém nesse campeonato classificou sua equipe em 1º lugar.
Na Ponte o treinador Sérgio Guedes está praticamente iniciando a carreira, foi goleiro e trabalhou nas categorias de base de algumas equipes, inclusive na própria Ponte Preta.
Taticamente vejo o time de Luxemburgo melhor distribuído em campo, demorou um pouco para engrenar, mas quando se formou foi superior às outras equipes, tecnicamente também vejo superioridade no elenco palmeirense. É uma equipe que faz muitos gols, foram 36 e leva poucos, sofreu 16. Seu adversário fez 31 e levou 22.
Já o Guará faz poucos gols, foram 27 e também leva poucos, foram 14, porém perde muito, sofreu 5 derrotas. A Ponte fez bastante gols também, já anotou 36, por outro lado leva muito, já pegaram a bola 23 vezes no fundo do gol.
Agora é esperar para ver! Será que vence a experiência? O plantel mais caro? A melhor equipe? Ou o melhor treinador? E será que a camisa vai pesar?
Por Linneu Netto
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Por que ainda não temos uma medalha de Ouro Olímpica? Não somos o país do Futebol? Não exportamos craques? Não temos os melhores jogadores considerados pela FIFA e pelo mundo?
A seleção olímpica conta com jogadores de até 23 anos, podendo três ter idade superior a esta. Nessa faixa etária temos grandes jogadores em grandes equipes no Brasil e lá fora, temos o Anderson no Manchester, o Lucas no Liverpool, o Hernanes aqui no São Paulo, entre outros.
O Brasil tem um plantel de bons jogadores até 23 anos, alguns com mais bagagem e experiência e outros nem tanto, por isso o COI (Comitê Olímpico Internacional) permite três atletas acima dessa idade, assim, na teoria esses jogadores equilibrariam o time.
Tem equipes que usufruem dessa regra, outras não! Nossos Hermanos já anunciaram que levarão os três atletas acima de 23 anos, provavelmente irão Riquelme (meio-campo), Mascherano (meio-campo) e Demichelis (zagueiro), corre por fora o Cambiasso (meio-campo) e o Milito (atacante). O treinador deles não é o mesmo da seleção principal.
Aqui o treinador, que é o mesmo da seleção principal, não sabe se levará esses atletas acima da idade e quais serão. O Robinho se dispôs a ir, já o Kaká não quer briga com o Milan.
Toda equipe se faz com treino e este se faz com tempo. Para Copas do Mundo e Olimpíadas normalmente o tempo de preparação é curto e no caso do Brasil ainda dividimos os poucos amistosos entre avaliar o time para as eliminatórias e para as olimpíadas, porém com foco maior no primeiro.
Todas as posições de uma equipe são importantes, e todos devem ter tranqüilidade para executar a sua função, porém se um atacante falha, ele não faz o gol, ou se perde uma bola é possível o meio campo e a defesa arrumar o seu erro, recuperando a posse de bola, porém se um zagueiro falhar as chances de gol do adversário são grandes e um meio campo afobado não conseguirá fazer a bola chegar “redonda” ao ataque, além de perdê-la dificultando para a defesa recuperá-la.
Na minha opinião, se eu fosse treinador eu levaria os três acima da idade e faria uma preparação separada do time principal, que tem foco nas eliminatórias! Seriam duas comissões, dois times.
E como treinador da Seleção Olímpica levaria um meio campo, um zagueiro e um goleiro, sendo o meio campo um articulador de jogadas, com bons passes e boa posse de bola.
Nenhuma equipe chega aos campeonatos com tanta badalação como a nossa! Somos sempre favoritos a tudo! Tanto que foi a maior repercussão não participarmos da última Olimpíada! Muitas equipes chegam com desconhecidos procurando um lugar ao sol, ou com jogadores que são possíveis promessas.
E por isso ás vezes a ansiedade e afobação pesam, pois os nossos já chegam sendo cobrados e também por isso eu faria um trabalho em separado com a seleção principal e levaria os três atletas para conseguir passar a real importância de uma medalha de ouro olímpica e a tranqüilidade necessária para isso.
Os trabalhos devem ser muito bem planejados, pois os que jogam no exterior estarão no fim da temporada e muitos em férias, já os daqui estarão no meio do calendário dos jogos nacionais.
Agora é esperar! Daqui a quatro meses começarão os jogos! Estarei na torcida pelo Futebol e por todas as outras modalidades que o Brasil disputa, mesmo aquelas sem expressão e ainda mais para aquelas que os atletas são amadores, treinam por conta própria e com recursos próprios.
por Linneu Netto
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Qual seria o processo de formação ideal para um treinador de futebol? Qual seria o conteúdo, quais matérias, métodos e duração do curso? Deveria ser um curso de nível superior ou de nível técnico? Ou somente ser ex-atleta basta?
No Brasil a grande maioria dos treinadores eram ex-atletas, desses tem aqueles que fizeram o curso de Educação Física, outros que fizeram cursos de extensão ministrados por instituições ligadas ao futebol e uns que nada fizeram, apenas passaram de dentro das 4 linhas para atuar fora delas.
E existe no Brasil um número quase que inexpressivo de treinadores que não foram atletas profissionais, porém que tiveram êxito como treinadores, o mais famoso é o Carlos Alberto Parreira.
Desses ex-atletas tem o que era craque, Falcão, que não virou como treinador e o perna-de-pau, Felipão, que obteve mais êxito. Por quê? Hoje na seleção brasileira temos um treinador que tem como formação ter sido atleta profissional, nada mais!
Tem treinador que só deu certo num time, têm outros que só atuam num estado e vários que tem uma carreira longa, mas sem nenhum título relevante. Também tem os treinadores que são os salvadores do rebaixamento, outros que são os reis do acesso.
Alguns profissionais que não obtêm êxito se queixam da estrutura do clube, outros do plantel, têm aqueles que reclamam do calendário, outros se queixam de complôs de árbitros e dirigentes e têm aqueles que reclamam dos gramados.
Hoje em dia é comum ouvirmos de um jogador que foi jogar no exterior que ele amadureceu, aprendeu a marcar, a atacar, a fazer transições defensivas e ofensivas e não rifar a bola.
Já ouvi algumas pessoas falarem que o Robinho aprendeu a fazer gols e tocar a bola no Real Madrid, lá ele aprendeu a jogar para o time, antes ele era individualista e driblava sem objetivo. Mas e os nossos treinadores? Não podiam ensinar isso e outras coisas a ele? Foi preciso sair do país para aprender?
Nossos treinadores dominam o que é tática? Apenas jogando você aprende sobre isso?
Será que só o conhecimento empírico é suficiente para a formação de um treinador de futebol? Ou é mais importante o conhecimento científico, acadêmico?
Um pedreiro pode saber projetar e levantar uma casa sozinho e esta ser bem construída e segura, porém as chances de um Engenheiro Civil, que não tenha sido pedreiro, planejar e construir uma casa segura e bem construída são bem maiores.
Lógico que se for possível ser atleta e estudar o futebol seria melhor, porém se não foi possível á prática acredito que o estudo preenche essa lacuna.
por Linneu Netto
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Porque os clássicos são vistos de forma diferente por alguns jogadores, treinadores, torcedores e jornalistas? O que de fato eles têm de diferente de outros jogos? Será o medo de perder e ser motivo de chacota? Ou por não querer que um adversário teoricamente mais forte que os outros some pontos?
E por que será que os placares são sempre tão justos e muitas vezes os empates prevalecem? Já tivemos 4 clássicos no Campeonato Paulista de 2008 sendo que dois terminaram empatados em 0 a 0 Santos x Palmeiras e Corinthians X São Paulo e outros dois terminaram com vitórias pela diferença mínima São Paulo 3 x 2 Santos e Corinthians 0 x 1 Palmeiras. Nada de goleadas.
A imprensa cobre somente os grandes! Os pequenos são taxados de cavalo paraguaio! Se um time do interior vence o São Paulo ou empata com o time do Morumbi é porque o São Paulo estava ruim e não porque esses times fazem um trabalho sério e competente.
Se alguém errar num jogo sem expressão por parte da mídia ninguém nem vai saber e o assunto não irá repercutir, mas num clássico passa-se a semana falando disso.
Devido à superexposição dessas partidas muitos jogos ficam truncados, uma equipe busca se defender para não levar gol, mas também não busca fazer! Um atleta por medo de errar e ser vaiado faz o básico, dá chutões e faz faltas. O treinador também tem esse medo.
Existem perfis psicológicos, tem jogador que rende mais sob pressão, outros rendem somente com o ambiente tranqüilo e isso reflete no jogo, tem equipe que começa perdendo e continua tranqüila e consegue virar o jogo, já outras se afobam ou se descontrolam e acabam não conseguindo reverter o placar ou ainda perdem jogadores expulsos ou levam goleadas.
Será que se os clássicos fossem encarados como uma partida normal não teríamos jogos melhores? Com mais gols e mais emoções? Todo mundo que faz alguma coisa erra! A omissão evita os erros, mas também evita os acertos!
Uma equipe que se prepara bem ataca e faz gols! Mas caso não faça, já arma uma transição defensiva a fim de evitar o gol adversário. Por outro lado se não tiver essa preparação ela não irá atacar por medo de levar gol. Assim se fecha rebatendo bolas ou a toca no meio de campo e fica na torcida pelo craque do time pegar uma bola e sair driblando todo mundo e marcar um gol.
Se uma equipe trabalha os aspectos psicológicos, ela pode perder um jogo e usar isso como estímulo para se desenvolver mais e se aprimorar mais, revertendo assim situações desfavoráveis, mas caso não ocorra isso uma simples derrota pode atrapalhar com um trabalho de uma temporada inteira.
Assim como deve preparar o atleta para a relação com a mídia que ora o trata como ídolo e craque do jogo ora o julga culpado pelo fracasso do time e o chama de perna de pau!
Num jogo cabe ao atleta resolver situações-problemas em segundos e para isso precisa ter tranqüilidade, caso esteja afobado, nervoso e com medo precisa de mais tempo para resolvê-las e numa dessas já perdeu a bola, a passou errada, furou o chute ou fez falta desnecessária.
por Linneu Netto
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O treinador do São Paulo, Muricy Ramalho, esta indo para o terceiro ano no cargo nesta mesma equipe, o Mano Menezes, hoje no Corinthians, ficou 2 anos e 7 meses a frente do Grêmio de Porto Alegre e o Vagner Mancini ficou por 3 anos no Paulista de Jundiaí.
O 1º foi Bi-campeão Brasileiro, o 2º Bi-campeão Gaúcho, campeão Brasileiro da série B e finalista da Copa Libertadores da América e o 3º foi campeão da Copa do Brasil e quase conquistou um inédito acesso de sua equipe para série A e nenhuma dessas equipes em nenhum momento lutou para não cair ou teve campanhas pífias, sempre lutaram para estar entre os primeiros.
Já os outros clubes tiveram péssimas campanhas ou campanhas medianas, eles unem as mãos e fazem uma ciranda, se em alguns meses aquele treinador não obtém êxito ele vai para outro clube e o que estava lá também vai para outro e assim ficam rodando, sempre os mesmos!
O futebol é um jogo complexo com muitas variáveis, imprevisibilidades e situações-problemas. Cabe ao treinador treinar sua equipe para raciocinar estas no menor espaço de tempo e com a maior eficácia possível.
Mas como ele fará isso se não tem tempo? Praticamente ele tem que ser mágico, ele deve chegar ao clube e vencer todos os jogos, seria mais ou menos igual um professor ter que ensinar seu aluno a escrever antes dele saber falar e ler.
Dependendo do plantel é possível pular algumas fases do processo de treinamento, no Brasil não temos um trabalho de base eficiente, os atletas chegam ao profissional com muitas lacunas, um trabalho que poderia ser feito na base tem que ser trabalhado novamente na equipe principal.
Cada indivíduo tem um tempo para aprender e uma forma, cabe ao treinador unir todas as linguagens de aprendizagem para treinar o elenco por igual e isso demanda um tempo, tempo este que os clubes não dão. Os que confiaram nos seus treinadores e lhes deram condições de trabalho colheram mais frutos.
Na campanha do Brasileiro de 2008 o Muricy foi chamado algumas vezes de burro pela sua torcida e alguns o queriam fora do São Paulo, mas o seguraram lá e o mesmo foi Campeão.
Vivemos num país imediatista sem planos para médio ou longo prazo, tudo tem que ser aqui e agora! Talvez por ser um país sem perspectiva de futuro agimos assim! Mas nenhuma árvore nasce com 10 metros, ela começa de uma semente e se o solo for bom e ela for bem irrigada se desenvolve, caso contrário morre ou atinge certo patamar que não progride mais.
Você está com fome! Uma pessoa chega e te dá um pão e diz que volta em 30 minutos com outro, mas que só vai lhe dar o segundo se você não tiver comido o primeiro. O que você faz?
Moral: você pode comer o primeiro e saciar sua fome naquele momento, ou pode esperar pelo segundo e saciar sua fome um pouco mais tarde e ainda guardar o outro pão para uma refeição futura.
por Linneu Netto
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Muitos treinadores reclamam que o tempo para a preparação de uma equipe é curto e que por isso alguns times demoram a engrenar. E dizem que a pré-temporada serve para trabalhar a parte física do atleta e na maioria das vezes sem bola. Mas qual é a real eficácia disso?
Afinal, o futebol não se joga com bola? Qual a relevância de se treinar sem a mesma? Num jogo de futebol você tem que correr com e sem a bola, porém em função dela, além de desviar dos adversários e não se colocar no mesmo lugar que o seu companheiro.
Porque então os treinos são quebrados e tem os seus aspectos físicos, táticos, técnicos e psicológicos treinados separadamente? No jogo esses fatores ocorrem num mesmo instante.
No treino o atleta corre em linha reta de um cone a outro, mas e no jogo? A maior incidência é ele correr e ao mesmo tempo ter que fugir da marcação, calcular e raciocinar a direção e velocidade da bola.
Vemos alguns jogadores que correm e passam da bola, ou que chegam nela, mas não conseguem dominá-la. Alguns treinadores dizem que isso é ritmo de jogo e que se obtém o ritmo jogando.
Mas se o treino chegasse próximo ao jogo e integrasse as suas variáveis certamente o período da pré-temporada seria mais eficaz e o atleta já chegaria ao jogo com o ritmo dito pelos treinadores.
E a parte física? Essa se dá na intensidade de execução da tarefa e dos exercícios. É um trabalho integrado. Muitos atletas correm, correm e correm durante uma partida, mas não fazem nada de relevante no jogo e outros que não encostaram na bola a partida inteira acabam decidindo o prélio num único passe.
O processo de treinamento tem as suas partes, mas deve ser sempre visto como um todo e cada fragmento têm que estar intimamente ligado a outro. Num cruzamento não é necessário ser forte e alto para disputar a bola com o zagueiro, mas sim chegar antes dele.
por Linneu Netto






